SIN KILLER webzine – Reviews: 01/05/12 - 01/06/12

quinta-feira, maio 31, 2012

Show : Underoath e Escape The Fate: performances insanas em São Paulo



Texto por Noman Lima e fotos por Daniel Croce publicados originalmente no site Rock Brigade
Carioca Club, SP/SP - (27/05/2012)

Texto por Noman Lima e fotos por Daniel Croce

Apesar de alguns cancelamentos, e adiamentos a Liberation compensou trazendo o Escape The Fate para dividir a posição de headline com o Underoath. Horas antes do show, 80% dos rockers  já encontravam na porta do Carioca.

Os canadenses do Protest The Hero abriram o evento e decepcionou um pouco quem esperava uma apresentação com breakdowns e choppy beats. O vocalista Rody Walker atua de forma engraçada e sabe conduzir uma plateia com seu jeito e vocal fora do comum. Seus companheiros não tem presença de palco mas o público até que foi generoso com eles, graças ao engraçadinho frontman – a verdade é que por ser um som um tanto quanto virtuoso, tirou um pouco da energia em sua apresentação. Seu set foi quase que todo baseado em seu último CD, o excelente Scurrilous.

Após um pequeno intervalo foi a vez do Escape The Fate mostrar a cara... pintada! ops...  A imagem de ‘bad boys’ pareceu muito forçada, especificamente do visual emo de Craig Mabbit, o vocal e   TJ Bell (baixista). Contudo a reação da plateia foi automática com o start da banda, cantando junto em quase todo o set, que teve um final inesperado, quandoo  lead singer apelão fez um stage diving, que dessa vez, teve o estrago esperado... Craig ficou sem seus alargadores, sem seus sapatos, quase foi enforcado pela própria camiseta, que insistiam em puxar (a mesma ficou em frangalhos!) e deu um trabalhão para os seguranças que lutavam para resgata-lo no meio da pista – o frisson que eles causaram no público feminino, foi absurdo!

No set, músicas de todos os álbuns da banda, como Choose Your Fate, 10 Miles Wide, Issues, The Flood, Something, Day Of Wreckoning, Revenge, You Are So, Gorgeous  Nightmare, This War e G3.

As atenções finais estavam em peso para o headliners, com todos gritando seu nome. E assim, o Underoath entrou no palco com o jogo ganho.

Eles ainda estão promovendo seu ultimo release de 2010 Ø (Disambiguation), bastante criticado pela “crentaiada”... por causa dos temas desse material e sua The IlluminaTOUR
A saída do vocalista Aaron Gillespie (vocal limpo) e baterista  não comprometeu o peso e performance do grupo, tendo o seu  kick off  com Young Aspiring com o brilhante Spencer fazendo as duas vozes perfeitamente. As presenças de palco dos músicos foram incríveis. Os agitados, tecladista Chris Dudley  e o guitarrista Tim McTague beiravam a insanidade. O christcore do grupo figura na linha  top do cenário mundial,  mesmo sem a presença marcante de blast beat e breakdowns. O caos ficam por conta do vocal poderoso e atividade individual dos membros, preparados, aptos em suas funções ao vivo. Os momentos “killers” do set, foram: It’s Dangerous Business Walking Out Your Front Door, A  Boy Brushed Red... Living In Black And White e a escrita para terminar Writing on the Walls. Dentre outras, não deixaram de fora sons como In Regards, Viper, In Division, Frodo, Paper Lung, por exemplo.
Sem disfarçar muito eles se despedem e logo voltam pra encerrar a noite. A banda inteira é excelente, mas a performance de Spencer foi bem acima da média!

Um outro ponto, que não pode passar batido, sem dúvida, é o respeito entre as bandas, onde cada uma elogiava a outra, e pedia para que o público as aplaudisse! Respeito em alta!

sexta-feira, maio 18, 2012



Theocracy : As The World Bleeds

May 2012
Released: 2011, Ulterium Records
Rating: 4.5/5
Reviewer: JP - http://www.metalrules.net/

Have you ever had an album that you listen to once and it doesn’t catch your ear then you revisit it later and it suddenly, instantly, magically clicks? Then you kick yourself for not hearing it the first time around? That happened to me with Theocracy’s third album, AS THE WORLD BLEEDS. I heard it when it came out late last year, and I liked it, it did make my Top 100 for 2011, but I wasn’t completely blown away. Then I read an on-line review of another Theocracy album and the young hipster writing the review just slammed the band and I thought to myself, ‘They aren’t THAT bad!” so I revisited the album again with fresh ears and WOW…am I glad I did! Now I AM completely blown away! I’m so glad I gave AS THE WORLD BLEEDS another chance and I wanted to share my thoughts with you gentle reader.

The opening track is worth the price of admission alone. Normally I don’t micro-analyze songs in my reviews, I prefer to let the readers appreciate the music in their own way, but this song is so strong, I want to talk about it. It is an ambitious and brave move for the band to open the album with their magnum opus, the 11 minute long song ‘I Am’. Most bands save their long song for the final song, but this song is so strong it had to be first. ‘I Am’ is a diverse and dynamic composition that reminds me of Savatage, with it’s many moods and paces. The lyrics are essentially a list. I love ‘list’ songs. The lyrics are reminiscent of the Savatage song ‘Believe’, loosely based on scripture eg. I am the way. I am the light, I am the dark…” The lyrics speak of the power of Christ and yes, Theocracy is Christian but certainly not preachy in their lyrics, just very positive. The vocal cadence is remarkable and at the 6:00 minute mark there is a great multi-tracked, multi-layered, vocal harmony part again similar to Savatage as heard on the song ‘Chance’ from HANDFUL OF RAIN. I’m not suggesting that Theocracy mimic Savatage, not at all, but I did notice the similarity in the design of the song which is quite rare, very few bands use that style and so when you hear it, it is very noticeable. There are symphonic flourishes, little hints of celtic influences, some acoustic guitar, and a huge, operatic chorus with layers of vocals and several ripping solos. There are really techy, stop-start parts at around the 7:45 minute mark that would be comfortable on an old Mekong Delta album. The piece ends with huge gang vocals, sweeping keyboards and monster drumming to an exhilarating speedy finale. ‘I Am’ is one of the better songs I’ve heard in a long time, I really cannot recommend it enough.

The hour-long, ten-song album goes from strength to strength. The next two cuts are more streamlined and economical and either could have been the traditional ‘speedy’ opening song on a conventional album. As this is the first Theocracy album being reviewed on this site they can very comfortably described as Epic Power Metal, our bread and butter for this site. They have touches of progressive elements but always firmly rooted in Metal, fast drums, heavy guitars, solid riffs, lots of solos and the soaring vocals of who is a chameleon of James LaBrie, Zak Stevens and Michael Sweet. His strong powerful voice carries the album to places an ordinary singer could not, showing great versatility and range.

Theocracy have really evolved from founder and guitarists Matt Smith’s one-man project into a fully fledged powerhouse of a band. This is easily the best album they have done. The production is clear and loud, the pace is intense and all the choruses are magnificent, I wish I fully embraced this album earlier it would have been Top 10 material for sure. Annual rankings aside, it’s never too late to enjoy a superb Metal album.

domingo, maio 06, 2012

Lance King - A Moment In Chiros


Label: Nightmare :  2011
Review by Andrew Rockwell

Quantas vezes eu escutei um álbum de metal e disse para eu mesmo: "Se isso fosse a última coisa que eu ia escutar, eu poderia morrer feliz?" Não, não é comum ou que ocorre muito, mas essas foram as palavras exatas para entrar em minha mente depois de ouvir A Moment In Chiros, o debut release de Lance Ling que saiu no final de 2011, lançamento solo pela primeira vez. King, como estou certo que a maioria de vocês já sabem, ganhou notoriedade não só como um dos vocalistas premier no power e prog metal mas também o mais prolífero Basta considerar as diversas bandas e projetos que ele fez parte ao longo dos anos: Tendo o seu início em meados dos anos oitenta com o metal melódico ao estilo Gemini, e gravou dois álbuns no processo, mas depois saiu para formar seu próprio grupo, The King’s Machine, e lançando seu debut State Of Mind, em 1995. Uma temporada no Balance Of Power, UK, seguida com três álbuns gravados, Book Of Secrets (1998), Ten More Tales Of Grand Illusion (2000) e Perfect Balance (2001), antes dele se mudar para PYRAMAZE para mais dois: Melancholy Beast (2004) e Legend Of The Bonecarver (2006). No intervalo, King participou em projetos com o Avian (From The Depths Of Time e Ashes And Madness), Defyance (Transitional Form), Shining Star (Enter Eternity) e Empire (Hypnotica). 
Depois de seu papel por muitos grupos e projetos paralelos ao total, numeroso demais, o próximo passo lógico para Lance King obviamente, foi gravar um álbum solo. Dessa forma A Moment In Chiros prova que é o álbum certo na Hora Certa!
Musicalmente, A Moment In Chiros praticamente segue o mesmo padrão, como muitos dos trabalhos anteriores de King com a sua união de power metal melódico e metal progressivo. Em termos específicos, os fãs de Balance Of Power, Pyramaze e Avian certamente vão abraçar esse material, bem como aqueles do Symphony X, Dream Theater e o mais velho, Queensryche ( mais ou menos tudo entre eles, incluindo Theocracy, Darkwater, 7 Days e 7th Reign) 
A principal diferença é a forma como A Moment In Chiros traz o peso um pouco mais em ênfase no prog em comparação com o que temos ouvido do King no passado. Como assim? 
Primeiro é preciso considerar que o artista esteve envolvido em alguns projetos que são mais progrs do que outros, Balance Of Power vem à mente, mas sem muito a mostrar sobre a progressividade superior encontrada numa parte, aos sete minutos de " A Moment In Chiros", com a sua inclinações em relação ao instrumental, e " Transformation", encontrado em seu ambiente complexo e técnico. " Sacred System" e "Infinity Divine" sustenta uma propensão semelhante para o progressivo, com sua riqueza de mudanças de tempo e ritmo. É sobre essas quatro que a referência Dream Theater entra em jogo. 
Independente da direção musical, em última análise se resume a composição, onde as mentiras verdadeiras são as intensidades do álbum. O fato é que o King tem embalado o projeto com tantas músicas boas, devido o suporte de uma vasta gama de compositores talentosos, incluindo Markus Sigfridsson (Darkwater, Harmony), Fred Colombo (Spherical Universe Experience), Michael Hansen and Shane Dhiman (Phonomik), Jacob Hansen (Beyond Twilight), Kim Oleson (Anubis Gate), Michael Harris (Darkology, Thought Chamber) e Mistheria. Tem sido a minha experiência, que os compositores mais envolvidos em um álbum as chances são maiores para um material de qualidade, um particular que se desenrola à perfeição em A Moment In Chiros. 
Muitos dos acima também emprestaram suas habilidades musicais para o álbum e ajudaram a transformar a musicalidade com muita força no processo. Considere os solos do subestimado Sigfridsson nas duas faixas que ele contribuiu " Awakening” e “Infinity Divine”, mais os de Kim Oleson e Tore St. Moren em " A Moment In Chiros" e " Transformation", respectivamente. Ou os toques de teclado destacando Oleson muito ( o multi-instrumentista no qual ele também lida com baixo em vários tracks), além das habilidades de cronometragem complexas de Morten Gade Sorensen. Completando as coisas, é claro, é o final alternado e alto (quase operistico ) a capacidade vocais do King , que não é referido como "a voz em power metal" por nada. É bom ouvir que o cara não perdeu nada ao longo dos anos. 

Servindo para amarrar tudo junto é a produção de álbuns top de linha, que é habilmente manipulado por Kim Oleson e Jacob Hansen

King, que no encarte agradece, "Cristo por entrar no meu coração, mente e corpo e mudar a minha perspectiva e percepção de tal forma profunda", compõe todas as letras, que são baseadas conceitualmente em torno das 11:11. fenômenos prompt de tempo. Especificamente, o álbum centra-se na jornada de um homem como umbuscador da verdade, de respostas para grandes mistérios do mundo.
“O artista entra em mais detalhes (texto tirado do Christian Metal Real) “Este é basicamente um testemunho, trata-se de ir da” fé “para” o saber “ é sobre a passagem da" esperança "para" Ser parte da solução "trata-se de conectar-se "Love" diretamente e aprender a ser um canal para isso. É sobre ser um verdadeiro discípulo e internalizar todos os meios para o seu núcleo:. Sendo uma luz que está conectada na escuridão porém continua a queimar mais e mais brilhante, ao invés de uma que treme e falha, ou uma que tem um interruptor "

Uma queixa isolada gira em torno do uso ocasional de narração. Sim álbuns narração, e o conceito muitas vezes andam de mãos dadas, mas tem sido esta experiência resenhista que narração por narração causa muitas vezes fica meio cheesy ( como é o caso aqui). Não por crítico, mas não faria mais sentido acabar com a narração e deixar a linha da história se desenrolar através da música e as letras em vez disso? 

Originalmente publicado em http://www.angelicwarlord.com/reviews/k/lanceking11.html

sábado, maio 05, 2012

Ricardo Parronchi : Finding my way


Ricardo Parronchi, baixista (fundador do Destra, Rip???), Shining Star, produziu e lançou seu primeiro self release solo chamado ‘Finding My Way'. Sem qualquer semelhança com seus trabalhos prog/heavy metal anteriores, ele surpreende com seu soul rock que parece alguma produção dos irmãos Elefante. Parronchi comanda os vocais com total controle, intensidade e seu tight bass. Além do profissionalismo exemplificado até aqui, os temas abordam assuntos peculiares da vida, quem sabe pessoal. Tem pessoas que se divertem com músicas, outras mudam. Muitos artistas colocam o mundo nas músicas, outros se descrevem. Este álbum apresenta equilíbrio e força de várias maneiras.
A canção título do álbum e ‘Dreams’ floors me.
I really enjoyed it!

Pesquisar este blog