SIN KILLER webzine – Reviews: 01/10/11 - 01/11/11

segunda-feira, outubro 17, 2011

show : Survive & Hawthorn | São Paulo

Crash Church : SP - 08/10/2011 [fotos Amanda Brotto]
Após sair de casa, tempestade à vista, chuva coming down... E eu queria ver o Survive pela a primeira vez ao vivo. Eu tinha prometido, mas não vou esconder, pensei em voltar para casa quando os sinais no céu estavam se fechando... Não é sempre que se  ver uma banda de tão longe, do Acre fazendo shows por aqui, em SP. Uma questão um tanto crucial, é que, o estado deles, faz fronteira com 2 países, Peru e Bolívia – Então quem está longe de quem? Eles estão passando uma temporada, vivendo em Curitiba/PR e isso facilita a logística das coisas...


Na metade do caminho não havia mais vestígios de chuva pesada e isso me ajudou a chegar bem cedo no local do show – Crash Church. Depois de esperar um considerável tempo e conversas com alguns amigos, a apresentação deu seu start com as clássicas cortinas se abrindo... A base para minha empolgação pelo o set do Survive, vem dos ótimos reviews que o debut Destroy and Revolutionize, 8ª banda revelação de 2010 pela a revista Roadie Crew, sua grande participação na Wacken Metal Battle Brasil e sendo ‘paquerada’ por uma major, Nuclear Blast. 

Abriram com “Destroy and Revolutionize’ e logo notei que tudo a respeito da banda que eu li se confirma a partir dessa. Cheguei a pensar que sua performance poderia ser prejudicada pelo o espaço do palco, eu já vi tantas banda com menos integrantes sofrer com isso. O Survive superou isso (line up com 5 caras) e um metalcore recheado de breakdowns, eu tinha ou não razão de esperar um set limitado? O Survive é o tipo de banda que poderia estar em qualquer selo como os bigs, Facedown, Tooth & Nail, Solid State. O Set list continuou sem tempo para respirar e o posto de melhor banda brasileira na categoria referida é deles, doa a quem doer. Méritos a parte, o melhor show da Crash que eu presenciei. Algumas decepções com algumas organizações de shows me levaram a ficar mais em casa, a visão upfront [de fazer de qualquer jeito] nunca me agradou e ainda continuo com esse pensamento, porém essa dia, o underground brilhou bem pra mim. Verdadeiros fãs dos artistas dos selos logo acima podem abraçar essa banda sem medo. Eu não quero ser redundante aqui, e dizer simplesmente que fãs do As I Lay Dying e cia vão amar o Survive. Se alguém quer saber como se ‘destroi’ ao vivo, aqui está um exemplo. Kicking for the revolution! The [lost] boys of Acre, brasilian state rocks! O Acre existe!Set list 
Destroy and Revolutionize
Alive Sacrifice
He Died
Degraded Ecosystem Son Of God
Death Squad
Dark Paths







O próximo up, também de um nome que está ganhando atenção do público extremo aos poucos. Assinatura com o selo americano Intense Millennium, e sua abertura para o folk-metal  Eluveitie em São Paulo são alguns dos ‘highlights’ do unblack Hawthorn. Eles foram extremamente prejudicados com o som nessa noite. Impossível passar uma impressão detalhada sobre eles, uma vez que nenhuma música do se teve um momento decente. Eles tiveram problemas com o palco mesmo sendo muito parados... Claro que a obrigação de uma banda é tocar bem [seja qual for o estilo] e sua presença em cima do palco é um ‘extra’. E exatamente nessa parte eu achei a banda muito fraca. Eu lamento não poder ter visto eles detonarem como eu pensava mas espero que na próxima, os contra-tempos sejam destruídos com uma performance e o som maravilhoso deles. 



Um dos pontos positivo do Hawthorn , sem dúvida, foi a  manter  sua apresentação até o fim, sem interrupções, – Eu já vim muitos cortarem ou até mesmo não tocar mais. Um soundcheck é uma regra sem exceção. 





I’m sorry guys. 


Eu curti os backdrops de ambas as bandas com seus logos. Lindos!

Mas o que conta no final é que – In Christ we rock!!! 

set list...

Intro : Dark Night
Porto f the Souls
Hawthorn Old II
The Last March
Battle Mind
Punishment to Innocence
Eternal Lord
Master Of Lies
Sword
Hawthorn Old IV.

domingo, outubro 16, 2011

THE REX CARROLL BAND – That Was Then, This Is Now



[
10] Rex Carroll, o exímio guitarrista do renomado grupo de hard rock cristão Whitecross vem se lançando em carreira solo paulatinamente. Desde 2004 vem se apresentando ao vivo (mas antes disso já era um músico reconhecido com o Whitecross, Rex já havia faturado 2 Dove Awards e por cinco vezes consecutivas o HM Guitar Hero Awards). No caso agora, Rex Carroll, que fora profundamente influenciado por artistas do blues e do southern rock como The Allman Brothers Band, ZZ Top, Stevie Ray Voughan e Jimi Hendrix, entre outros, forma então o seu trio e a Retroactive Records não perdeu tempo já lançando.

O power trio do criativo e técnico Rex executa um hard blues onde a inconfundível e incendiaria guitarra se faz presente em cada detalhe. Riffs criativos, pegajosos e cheios de feeling se fundem com uma técnica apurada como por exemplo na faixa "Foolsgold", uma instrumental poderosa ao melhor estilo "Eruption" de Edward Van Halen. Essa mesma faixa serve de deixa para a introdução da "Working Man Blues", um riff cheio de energia inundado de links melódicos vindos do funda da alma. Rex, como não podia deixar de ser, mostra seu virtuosismo sem perder a pegada, feeling elevado a enésima potencia.

"Find A Way" é um hard-blues de andamento médio com guitarras a la ZZ Top e com arranjos psicodélicos e pseudo-desleixados a la Jimi Hendrix. "Circle Of Love" é daquelas faixas estradeiras, para tirar da garagem a Harley-Davidson e tome mais toneladas de riffs de Rex, solos velozes e energia musical a toda prova. "Walk A Mile" segue a linha mais "Walk This Way" do Aerosmith só que mais blues e menos rock que a do famoso grupo americano. Um clima mais nostálgico aparece em "Rock My World", outra faixa um pouco mais cadenciada apesar dos interludes mais elétricos, aqui algo com cara de despedida do moto-show ao entardecer de um domingo qualquer.

"Witch Dr. Bones" já entra com solos avassaladores, levada cheia de groovies, acentuações e refrões pegajosos. Uma faixa com muita adrenalina. "Delta Memories" volta ao hard-boogie, uma faixa mais acelerada onde Rex, com muita propriedade, segura a onda com muito estilo e perfeito domínio de criação e execução da composição. "My Train" é uma balada melancólica que em seu meio parte para um blues arrastado, nostálgico, com direito às guitarras choradas.

Solos magníficos. Perfeito. "Throw Them Bonz" adicionada quilos e mais quilos de links melódicos, guitarras slide, groovy e bases pesadas em alguns arranjos e passagens e como se não bastasse, em seu meio, a parte do solo aidna é uma viagem. Outra faixa interessantíssima. Alias, vale ressaltar, um disco primoroso, grandioso em todos os seus aspectos.

O som de Rex, que é uma mistura condensada e inspiradíssima de hard rock e blues e cheia de riffs melódicos e cozinha grooviada ao melhor estilo Glenn Hughes, Richie Kotzen e The Jeff Healey Band. Há perceptíveis e abrangentes influencias na guitarra de Rex que vão desde o heavy neo-clássico até o blues mais raiz e o interessante disso tudo é que tudo se funde com incrível bom gosto e uma escolha apuradíssima em relação que vão desde à criação, passando pelos arranjos, interpretação, execução, produção, etc. tudo é perfeitamente fantástico.

O melhor lançamento do ano até agora e vai ser difícil de ser superado.

By Fred Mika

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VIRGIN BLACK – REQUIEM / MEZZO FORTE – Silent Music Records – Nacional – Nota: 5,0

Este é um lançamento bastante sofisticado de 2007 do grupo australiano Virgin Black que está sendo também lançado nacionalmente pelo selo Silent Music Records (que já conta com um bom número de lançamentos em seu cast).

O álbum conta com a participação do coral da academia Stamford da cidade de Adelaide, Austrália, conduzida pelo maestro Bruce Stewart. É um trabalho bastante melancólico, sombrio, excessivamente mórbido, apesar da excelente produção e mixagem.

O play abre com a faixa Réquiem, Kyrie, uma longa faixa em que há apenas vocalizações (solo e coral) sobre alguns arranjos de teclados e as vezes ganha certo peso e corpo mas sempre mantendo o clima bastante mórbido, também pudera. Réquiem é uma composição musical em homenagem a uma pessoa já falecida.

A próxima, “In Death”, segue o mesmo esquema, sombria demais, extensa, embora em certas partes há um andamento mais arrastado (não menos mórbido porém). Destaque para as boas intervenções da soprano Susan Johnson e do tenor Rowan London.

“Midnight´s Hymn” continua mantendo o mesmo clima, quase não há outros elemntos a não ser o coral fazendo contraponto com os vocais solos e os arranjos mórbidos de teclados.

Como não poderia deixar de ser, “...And I Am Suffering”, continua no mesmo esquema, a continuação da história, assim como “Domine” (esta já consta com mais elementos como guitarras, baixo, bateria) mantendo sempre o clima morbido, sombrio. Esta com mais de dez minutos.

“Domine” é a próxima (que também, como a anterior, consta com a participação da banda toda e ainda tem vocalizações guturais), mas sempre mantendo o clima excessivamente mórbido-arrastadão.

Temos então “Lacrimosa (I Am Blind With Weeping)” com o coral melancólico desfilando ao longo da música toda (de novo?) E finalmente, “Rest Eternal”, fechando a estória, e tome mais vocais apoiados sobre teclados.

É um álbum em Mi menor, daí se explica o clima apático, triste demais do início ao fim. Como disse, a produção é digna da melhor nota assim como o belíssimo e luxuoso encarte (apesar de não haver fotos de ninguém).

É um álbum infinitamente triste, todas as faixas e nessas, todos os trechos são recheados de melancolia, timbres sombrios, não há um só momento que difere essa característica no álbum. Nem o filme A Lista de Schindler apresenta um clima tão único, tão pesado.

Tem de estar realmente na fossa pra encarar um play como esse, sem uma nota mais ou menos alegre ou algum arranjo mais exaltado. Pra quem gosta (ou quer ficar deprimido por longo tempo) é o álbum ideal, o mais melancólico e sem variações (e olhe que já usei esse termo várias vezes por aqui) que já ouvi nos últimos tempos.

É a proposta mas por fim, considerei esse lançamento excessivamente monótono.

Site: www.virginblack.com

By Fred Mika
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VIRGIN BLACK – ELEGANT... AND DYING – Silent Music - Nacional - Nota: 9,0



Elegant… and Dying é um disco realmente curioso na sua essência musical, pois mistura o gothic metal, pitadas de doom e heavy, arranjos orquestrais e harmonias vocais semelhantes ao canto gregoriano, associadas em algumas partes, ao gutural.

As letras de temática cristã contrastam com os temas normalmente abordados pelos grupos góticos e dark e as musicas tem um andamento variado com alguns riffs e a distorção da guitarra que chegam a lembrar do Trouble. A maioria das músicas soa paralelamente ao triste e bonito, algumas vezes divagando pelo progressivo. O vocal, sem forçar a voz, tem uma pequena semelhança com Harry Conklin.

Esta banda norte americana já tem três discos lançados e começa a colocar seu nome em evidência no cenário musical tendo sido elogiada em várias publicações (com mérito, diga-se de passagem).

Talvez em parte o sucesso do grupo se deva à divisão das composições entre o vocalista, e tecladista Rowan London (que também produziu o álbum) e a guitarrista Samantha Escarbe (concebeu a capa do disco) que compõem separadamente. Além dos dois a banda conta com Dino Cielo (d), Craig Edis (g/v) e Ian Miller (b).

Elegant... and Dying é um álbum diferente do que tenho ouvido e por isto merece destaque. Originalidade não faz mal a ninguém e recomendado para os não radicais.

Site: www.virginblack.com


By Bob Riot
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ENI DOMINE - TONGUES - MCM Music - Importado - Nota: 8,5

ENI DOMINE - TONGUES - MCM Music - Importado - Nota: 8,5


Depois de exprimentar em uma nova direção, mais melancólica e depressiva no trabalho anterior(23:59 de 2006)que resultou numa mistura da sonoridade gótica com o doom metal e vocalizações, instrumental que lembraram um pouco o CONCEPTION na sua fase experimental e vocalizações mais operáticas e teatrais no estilo KAMELOT, lembrando bastante vocalista Roy Khan.

Neste mais recente trabalho, reduzidos a um trio (dos componentes fundadores) o excelente vocalista Fredrik Sjoholm e os irmãos Weinesjo, guitarrista/tecladista Torbjorn e baterista Thomas fazem uma volta às raízes com vários arranjos e andamentos que remetem aos primeiros e ótimos trabalhos da banda e adicionando ainda estes novos e diferentes elementos em termos de timbragens, afinações, com partes mais modernas que soaram positivamente interessantes; quatro foram os baixistas que gravaram com o trio básico e pela primeira vez o instrumento se faz presente com bons debulhos; álbum realmente variado que não deverá somente agradar ao público cristão (letras inteligentes e sérias, como sempre), mas também fãs de doom,progressivo(sem "masturbações" sonoras) epara aqueles que gostam de ótimos vocalistas.

Música é complexa e envolvente com a ótima interpretação de Fredrik, muito mais Roy Khan do que Geoff Tate como nos trabalhos anteriores, com um pouco de dramaticidade do grande Eric Clayton(SAVIOUR MACHINE,eles fazem falta!!).Sem mais delongas, um álbum de qualidades inquestionáveis.



Site: www.venidomine.com
MySpace: www.myspace.com/venidomine

By Eduardo de Souza Bonadia
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VENI DOMINE

VENI DOMINE - 23:59 - MCM Music - Importado. - Nota:7,0


Quinto álbum do quinteto sueco de doom metal cristão que tem em sua discografia alguns dos mais brilhantes trabalhos dentro do estilo, principalmente “Material Sanctuary” e “ que trazem magnânimas longas composições, pesadas e lentas como manda o figurino, recheadas de belos climas pontuados por “camas” de teclados que davam um tom épico e o maior diferencial na sonoridade do VD, as vocalizações de Fredrik Sjoholm na melhor escola Geoff Tate com todas suas nuances e beleza na interpretação.

Daqueles tempos áureos além do vocalista,estão também os irmãos Weinesjo, guitarrista Torbjorn e baterista Thomas ; completam a formação baixista Gabriel Ingemarson e tecladista Mats Lidbrandt, mas as mudanças não param por aí,pois musicalmente eles deram uma guinada violenta,quase derrapando na pista...

Não que o trabalho seja ruim,mas passaram à fazer um quase gothic rock metalizado, com pouquíssimos resquícios do passado; as vocalizações estão graves e profundas, ou leves(neste caso lembrando um pouco Roy Khan em seus tempos de Conception,sem as levadas Geoff Tatenianas; os teclados estão sombrios,e a bateria soa fria e eletrônica, quase mecânica; felizmente mantem-se firmes e fiéis aos temas líricos e ainda continuam sendo uma das boas bandas da cena cristã, mas agora soam como “milhares” de outras bandas deste sub estilo mais depressivo e sorumbático.

 By Eduardo de Souza Bonadia)
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Vision : MOUNTAIN IN THE SKY


VISION – MOUNTAIN IN THE SKY – Born Twice Records – Importado – Nota: 8,0


Para entendermos esse álbum devemos voltar no tempo. Em 1983, um pastor da Assembléia de Deus do estado da Flórida, EUA, pediu a alguns de seus fiéis que formassem um grupo. Depois de algum tempo o mesmo passaria a incluir alguns membros famosos como os dois ex-membros do Lynyrd Skynyrd, Leon Wilkeson (baixo) e Billy Powell (piano). Vision realmente apresentaria o líder na pessoa de Rocco Marshall. Um bom guitarrista e cantor criativo com um timbre interessante e com interpretações de extremo bom gosto. Rocco realmente era o músico ideal desta banda.

Naquela época e até os dias de hoje, o cenário musical cristão era dominado praticamente por um seleto grupo de artistas que fazem um som limpo e de forte apelo commercial junto às radios (música gospel). No entanto, isso começou a não impedir que um grupo de artistas de fazer incursões a um som mais pesado como os pioneiros Stryper entre vários outros (lembrando sempre do Petra, o pioneiro primeiro uma década antes). Mountains In The Sky foi o seu primeiro lançamento (na verdade o primeiro album era homônimo, o título atual é para este relançamento). Neste álbum há uma forte influência do rock sulista que às vezes me faz lembrar de 38 Special, mas há também um som progressivo, por vezes, que me faz lembrar de Kansas.

São nove composições e dois testemunhos classificados como faixas bonus. A faixa-título abre o album, sete minutos que se movem sem esforço através de passagens diferentes e vários arranjos. "Lord Is My Joy" e "Dynamos" mostram interessantes melodias e muita energia, refrões ganchudos, verdadeiros hinos. "Coming Soon" traz uma combinação de blues e rock de sintetizadores, algo como Kerry Livgren da banda Kansas em sua fase cristã. E como disse anteriormente, há ainda uns breves, porém perspicazes, depoimentos de Leon Wilkeson e Powell Billy. Um álbum de inspiração e esperança que é exatamente o que o médico da alma receitou a todos nós.

Enfim, vou colar o mesmo final que a idéia para a indicação desse album, ou seja, um album (bem como a banda) indicado para quem gosta de grupos como Kansas, Styx, Blackfoot, Petra, entre outros, certamente vai se deliciar com o som do Vision. Tanto o álbum Vision (25TH Anniversary Edition) como este, que é o lançamento de estréia do Vision imperdíveis.

(Fred Mika)
Site da Gravadora: www.myspace.com/borntwicerecords

VISION – VISION (25TH ANNIVERSARY EDITION) – Born Twice Records – Importado – Nota: 8,5


O primeiro álbum do Vision, Mountain In The Sky, foi lançado em 1984 e gravado no estúdio do renomado músico Pat Travers. Esse lançamento apresentava dois membros do Lynyrd Skynyrd, Leon Wilkeson (baixo) e Billy Powell (piano). Powell continuaria tocando com o Vision até o ano seguinte, 1985, quando o grupo assinou com a Heartland Records lançando um álbum homônimo. Estes dois ex-integrantes do Lynyrd estavam tentando reconstruírem suas carreiras musicais depois do fatídico acidente aéreo de 1977 que matou três integrantes do grupo e machucou os outros (isso quando a banda estava no auge de sua popularidade).

Na época, Wilkeson estava dado como morto quando teve uma visão de um espírito em forma de uma enfermeira que o acolheu. Daí o batismo do nome Vision. Mas voltando ao Vision, esse álbum de 1985 tinha cinco faixas do álbum de estréia que foram regravadas e mais cinco inéditas (incluindo o hit "Standing On the Rock", definido pela revista Heavens Metal como um dos maiores hinos do rock cristão de todos os tempos). Rocco Marshall, com seu timbre agradável além de ser bastante criativo da linha de Steve Perry (Journey) e Dennis DeYoung (Styx), juntamente com o tecladista Powell (que ajudou a impulsionar o Lynyrd e depois deu forma e personalidade ao som do Vision) trouxeram uma mensagem profunda e música poderosa que continua atual até os dias de hoje.

Este relançamento do segundo álbum do Vision traz de volta a música que fizeram do grupo um grande nome da cena, uma musicalidade calcada num hard rock sofisticado e AOR com um verniz do classic rock e do rock progressivo. Uma musica única que não soa datada mesmo depois de vinte e cinco anos do lançamento original. Há uma profusão de excelentes riffs do inicio ao fim do álbum além de uma grande diversificação. Enfim, uma musica rica e variada. Os timbres e arranjos dos instrumentos estão muito bem estruturados. A interpretação do vocalista é impecável. E os instrumentistas que, dotados de uma rara destreza técnica, sabem como poucos criar, variar, ousar, sem soarem monótonos ou sem personalidade hora nenhuma.

É difícil destacar uma ou outra faixa em especial, pois as mesmas são bastante diversificadas entre si, ricas em detalhes, arranjos. Algumas com solos e intervenções de piano clássico ou de rockabilly, outras há violinos. Há várias interposições de sintetizadores. Destaque para todos os músicos do grupo além dos citados Powell e Marshall. A dupla da cozinha, Mike Maple (bateria) e Martin Tomlinson (baixo) fazem uma sessão rítmica poderosa, técnica e empolgante. E destaque também para o guitarrista e violinista Jones, o homem riff, além de David Jinright (sintetizadores). Ainda há a participação de outros músicos convidados para esse álbum.

Indicado para quem gosta de bandas como Kansas, Styx, Blackfoot, Petra, entre outros, certamente vai se deliciar com o som do Vision. Imperdivel.

(Fred Mika)
Site da Gravadora: www.myspace.com/borntwicerecords


Fonte : http://www.strikemet.com/

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