SIN KILLER webzine – Reviews

segunda-feira, janeiro 02, 2012

8º SABAOTH NORTH FEST


8º SABAOTH NORTH FEST
16,17 e 18 Dezembro de 2011
O Maior Festival Cristão da Região Norte
(por Romeu Kleber)

Para quem acha que o Norte do Brasil é só “mato” está muito enganado, fomos mais uma vez participar do maior festival de Rock Cristão do Norte, o SABAOTH NORTH FEST, que já está na sua 8ª edição. Participo desde a 6ª edição quando o descobri através de um amigo (vulgo Pato Roco) que conheci pela internet e que é membro da BASE MISSIONÁRIA SABAOTH. Então resolvi participar com minha banda ZEBULOM na 6ª edição, de lá para cá não parei mais de ir para Manaus, curtir as bandas, o seminário realizado, a comunhão, a presença de Deus que é intensa e a comida da “Mami” (Pra. Marineide) que é muito boa (risos). Lembrando que a BMS tem sido responsável pela união dos Estados da Região Norte, já que ninguém se conhecia e ao menos sabia da cultura dos outros Estados da região. Sempre estão presentes Estados como Amapá, Roraima, Acre, Rondônia, Pará, só ainda não tivemos a oportunidade de ver nossos irmãos de Tocantins.

Primeira noite
O dia 16/12/11 começou quando saímos de Rio Branco (AC) de “busão” até Porto Velho (RO) e ficamos na casa de parentes para matar a saudade, e logo pegamos o avião para Manaus. Na chegada à tarde fomos para o cruzamento perto da BMS onde panfletamos e divulgamosa idéia social da MISSÃO SABAOTH que é o combate e prevenção às DROGAS, PEDOFILIA e a VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, a qual é muito eficiente e positiva para a cidade e para o Reino de Deus.
Chegada a noite do festival logo às 19:00 hs, a primeira banda sobe no palco e já fiquei impressionado com a estrutura da BMS, que melhorou muito desde a última vez que fomos. A ATIVEL começa o evento bem já com o seu Rock/Gospel, lembrei logo do OFICINA G3 na fase “Humanos” e também algumas passagens do “Depois da Guerra”, ela mostrou que a qualidade das bandas cristãs de Manaus vai de bom a ótimo.
A segunda banda da noite foi a NABHI que veio de Porto Velho(RO), mas é natural de Manaus. O curioso é que a banda é formada por Raifran (guitarra e vocal), sua esposa Dayandra (baixo) e seu pequeno filho Zacai (bateria) que mal era visto tocando por ter apenas sete anos. Nas pausas entre as músicas, seu pai tinha que fazer o riff da próxima, pois ele não sabe ler o set list (risos). A banda que se categoriza no Death Metal começou com uma introdução muito fera com sons de metralhadoras e tiros, a galera ovacionou já que há algum tempo não tocavam em Manaus e era a estréia do Zacai por lá. Muito fera a apresentação dele, o mesmo está de parabéns e tem um ótimo futuro.
Logo em seguida entra a PROTESTANTES HC, banda que agitou do começo ao fim e logo se formou uma enérgica “roda”, seções de Stage Diving, Mosh e Circle Pit. Todos os presentes agitaram, cantaram os refrões marcantes das músicas, com destaque para Cabeça de Vento, Placa de Igreja e Raimundinho; há muito tempo eu não curtia tanto (risos).
A iluminação estava boa, o som também, o clima estava perfeito. Logo bateu uma nostálgica saudade da ZADOQUE nas épocas da revista METAL MISSION, que narrava toda atrajetória dos eventos em São Paulo.
Logo em seguida a última atração da noite: a banda CEIFADORES, que obscureceu o evento entrando com o visual carregado, com direito a “Corpse Paint” (baseados nos quatro seres viventes do Apocalipse), candelabro, camiseta molhada de “sangue” e discursos anti-satã a la “convertei-vos raça de víboras!” (João Batista): bem nu e cru, sem frescura nem rodeio. O som deles é um Black Metal com vocais scream e passagens Grind/Doom, a galera agitou bastante e há um sentimento de respeito pelos mesmos.

Segunda noite
                A primeira banda a fazer apresentação na segunda noite foi a NO FACE que remete a “adorador sem face”. A mesma tem todo um visual a la SLIPKNOT, muito legal já que nunca vi uma banda do estilo e com letras em português, os caras são muito maduros quando se fala da mensagem de salvação. Na sua apresentação eles têm bastante garra no palco e tocam com muita atitude, a cada breakdown o DJ e o tecladista (que também é vocalista) iam bater cabeça junto com o vocalista, muito boa essa banda.
Depois de um repertório de mais de meia hora da NO FACE entra a única banda representante de outro Estado neste ano (diferente dos outros, que teve representantes de vários Estados): a GARDEN OF GOD de Boa Vista(RR). O vocalista, que é veterano dos festivais da BMS, já chegou mandando RODOX, o que fez a galera pirar imediatamente, inclusive eu que sou fã dessa banda, me esqueci de fazer as anotações e fui logo subindo no palco pra dar um Stage Diving, assim começou uma seção de pulos do palco. Depois que eu achava que tinha acabado RODOX, eles começaram mandar na sequência as músicas Iluminado, De Uma Só Vez e Incinerador, até que depois tocaram “Alive” do P.O.D. e “Underground” do DESERTOR. Minha opinião é que esse foi o melhor show da banda (antes chamada ST. SEVEN), já que o primeiro que vi foi fraquinho. O Maciel melhorou muito nos vocais e até se encaixou melhor nessa linha HC.
A seguir o intervalo com o grupo teatral de Roraima foi muito bom, abordando as artimanhas do diabo, como diz a música “Inimigo” do DJ ALPISTE executada na peça do grupo. Logo após teve uma coreografia muito massa do grupo teatral da BMS que inovou ao som da música “Garden of Chaos” do ROB ROCK.
                A terceira banda a subir no palco foi a IMMORTAL FAITH que fez uma boa apresentação, tocaram seu poderoso Metalcore na linha de AS LAY DYING, inclusive na hora em que tocaram a música “Confined” do AILD fui pro mosh na hora, já que estava descansando e só assistindo. A galera pirou do começo ao fim e a banda tem muita presença de palco e energia.
                A quarta banda e a melhor de toda a Manaus (na minha opinião) e também a melhor banda cristã nacional da atualidade foi a VIOLENT INVASION. Sem dúvidas foi a mais esperada da noite, já começaram o seu repertório massacrando sem pudor o público presente que “pogou” violentamente, destaque para a última música e a mais pedida: “Kill The Devil”, onde entraram um grupo de pessoas encapuzadas encenando um velório e segurando um caixão até o palco, representando a morte do homem sem Jesus.  Para quem não conhece a banda, ela foi formada a partir de ex-membros da internacionalmente conhecida DIVINE SYMPHONY, sendo estas as duas bandas mais conhecidas de Manaus. Pena que a VIOLENT INVASION ainda não tenha trabalho gravado, mas é uma promessa pro Metal Nacional.

Terceira noite (por Marcos Veríssimo “Aspira”)
Após dois dias de programação durante a manhã e à noite na BMS, chegamos ao último dia do festival. O culto matutino teve início com o momento de louvor e adoração, em seguida a pastora Marineide Soares palestrou sobre o tema “O vendedor de sonhos”, o último da série de seminários iniciados no dia 16. Depois do alimento para alma, pudemos ter um almoço reforçado na presença dos nossos irmãos na fé. O resto da tarde foi livre para ensaios e outras atividades.
A noite chega e o público se faz presente mais uma vez em boa quantidade como aconteceu no primeiro dia. Afastada dos eventos há alguns meses este ano devido desfalques na formação, a banda REFORMA PROTESTANTE abriu o evento com seu retorno aos palcos. Com a pastora Darleide Tayane(vocal), Jenisson Miranda (guitarra e back vocal), Nick Nunes (baixo) e a participação especial do baterista Jonathas Carlos (DIVINE SYMPHONY), praticaram um empolgante Punk Rock, sempre com mensagens de protesto contra a situação do mundo e da própria igreja de Cristo, sem esquecer-se de falar do ato extremo de amor que Ele fez por cada um de nós e nos lembrando de renunciarmos nosso eu para segui-Lo.
Destaque para o público que entrou no pogo com vontade, tanto que a Darleide convocou as mulheres a participarem também, afinal não apenas os homens têm direito de se divertir não é? Assim foi reduzida a velocidade de alguns mais afoitos, pois como diz a música da PROTESTANTES HC: Denuncie! Agressão à mulher é crime! O setlist foi composto por músicas como Hipocrisia Não, Sofisma, Usurpadora, Batalha Interior, Ideias, Homem Cão, Fariseu, Pego, Mente de Cristo e uma música nova chamada Filho Pródigo. Sem sombras de dúvidas, muitos puderam matar a saudade desse ministério.
Logo depois, o GRUPO DE TEATRO E DANÇA SABAOTH apresentou a peça “A morte da Carne” ao som da música “Carnival of Souls” do SAVIOUR MACHINE. No palco foi representado o ser humano sendo dominado pelas obras da Carne e do pecado, trazendo grande satisfação ao diabo, até o ponto que essa posse do inimigo é quebrada pelo Espírito Santo de Deus que lavou com o sangue de Cristo os nossos pecados. E nas palavras de Samara Moraes essa encenação traz a seguinte mensagem:
“Os cristãos mesmo dentro da igreja entregam-se ao pecado. Estamos sujeitos a errar, por isso vigie! Pelas nossas próprias forças não conseguimos nada! Mas Deus está pronto a te estender a mão, basta você clamar e se entregar a Ele. Seu Espírito te livra de tanta agonia e dor, pois para o Senhor não existe impossível! Ele lava no sangue do cordeiro, purifica, dá uma nova vida e te torna mais alvo que a neve. Escolha o sangue derramado por você, deixe pra trás uma vida de vergonha e dor!”

A segunda banda a entrar no palco pela primeira vez no festival foi a TORMENT OF THE SEPSIA. Sua formação atual conta com Cocca (guitarra e vocal), Wallyson Alves (baixo), Júlio César (guitarra) e Gebson Rodrigues (bateria). Despejando um Death Metal no melhor estilo em músicas como Deus de Guerra, Renascido do Inferno e Abstinência, eles são um assalto sonoro proclamando bênçãos e a derrota de satanás que já foi consumada na morte de Jesus na cruz no Calvário.
Houve um problema técnico na música “Suas Mãos” e nesse intervalo, o Cocca manda uma mensagem ao público até que tudo é normalizado e o som continua. Antes do término da apresentação com “Uma Nação”, o baterista Gebson contou um testemunho sobre um livramento recebido por Deus na noite anterior ao evento, mostrando assim que Ele cuida dos Seus filhos, bastando que você coloque sua vida e os teus caminhos diante Dele.
Mais uma vez no intervalo entre bandas, tivemos uma peça desta vez a cargo do GRUPO DE TEATRO 1ª ESSÊNCIA de Boa Vista (RR). Ao som da música “Everything” da LIFEHOUSE, eles mostraram uma encenação bastante conhecida e executada em várias igrejas. É representado o homem em harmonia com Deus no Jardim do Éden, mas logo essa união é quebrada com o advento do pecado no mundo, tornando a humanidade sujeita aos mais diversos vícios como bebedeiras, drogas e prostituição, que muitas vezes levam ao suicídio.
Entretanto, o homem tem a chance de reconhecer seus erros e desejar a reconciliação com o Pai, o que desperta a fúria do inimigo que tenta a todo custo não perder alguém de suas garras. Mas o poder e amor de Deus são maiores e no fim libertam, restauram e trazem o ser humano de volta para uma comunhão e relacionamento com o Caminho, a Verdade e a Vida.
E para terminar a noite e o festival, a DIVINE SYMPHONY sobe ao palco! Após a introdução com as cenas das dores e o sacrifício de amor que Jesus passou nesta terra para nos libertar da dominação do diabo, a banda que neste ano voltou a ter a maioria de seus integrantes originais, com exceção de Daniel Nogueira (guitarra) e Rodrigo Robson (teclados), contagiou como sempre o público com seu Metal Sinfônico. Executaram algumas músicas de seus dois CDs de estúdio lançados pela EXTREME RECORDS, entre elas Reject Darkness, God’s Wrath, Darkness, Reform, Humiliation e Fallen Face.
Assim a 8ª edição do SABAOTH NORTH FEST chegou ao fim. Foram três dias de muito som nos mais variados estilos musicais com o intuito de apresentar o Evangelho de Cristo à cena extrema do metal. Quem pôde participar nas programações pela manhã foi edificado em dobro na presença de Deus e dos irmãos. Agora só nos resta relembrar os momentos através das fotos e vídeos já publicados nas redes sociais e aguardar o próximo festival, glória a Deus! (estilo Janderson Moreira).

segunda-feira, novembro 21, 2011

Survive : Destroy and Revolutionize


[10]
Com as hordas de bandas de metalcore surgindo a todo o momento, o estilo se tornou alvo de algumas críticas e superou com classe. Com  um visual menos black e esteticamente mais aceitável, o peso é o diferencial, não na consciência. Boa parte do grande número dessas bandas, estão envolvidas com algum tipo de causa, como no caso do festival Warped tour, entre outros voltados para ajudar as pessoas e também o mundo. As tours, capas de revistas, os reviews, as assinatutas com grande selos, revistas especializada em ‘ técnicas’, revelam a qualidade desses artistas considerando não apenas suas músicas, mas o  que eles tem a dizer fora dela, quando abrem a boca. 

Se você não tem propósito, então aceite que você será apenas mais um, seja você muito bom. [ser bom não basta nesse lugar...]

O brasileiro Survive, diretamente do Acre [the lost guys] em seu debut ‘Destroy and Revolutionize’ feats um metalcore brutal, melódico e os breakdowns bem equilibrados, acertando na cabeça com o blastbeating logo no começo nessa que leva o título do material e porque não a melhor de todas? Eu estou tão envolvido com a música do Survive, que não noto nada de negativo evidente e nem os vejos distantes do seu propósito. Diretos e focados, tem energia de sobra em todo o álbum, que brilha em produção e abordagem de temas, que não é aquele tipo de letra na cara, e sim uma mensagem meio ‘greenpeace’, soando como – Você tem que se mover!!!

É o bastante pra mim e nem cheguei nas partes dos riffs, the killer gurgling death vocals, a bateria, que não me vem outra palavra na cabeça, se não combinação perfeita. Esse tipo de som pode não agradar os bastardos, mas os metalheads vão abraçar essa banda como eu fiz. 

Destroy and termina com ‘It’s time to Kill, deixando-nos seguros na expectativa para o segundo full... Eu não vejo a hora de escutar que eles assinaram com um selo major. 



I think this is one of the hottest indie release from Brasil. You’ve got to move!!! 

sábado, novembro 12, 2011

Cornerstone Fest 2011

O que eu vi no C-Stone Fest ... Ou minhas lembranças de um outro  grande fest.

By the HM-head Doug Van Pelt


Para a versão em inglês click aqui
DSC_0160_hc-dancer439
Que desconhecido dancer hardcore legal! 
Primeiro, eu quero pedir desculpas. O potencial incrível da internet é que você poderia ter lido estes pensamentos e visto estas fotos apenas alguns dias após o Festival Cornerstone terminar. Sinto muito, mas minha vida é tão ocupada e eu passo tanto tempo no computador que a última coisa que quero fazer no final de um dia é o blog. Isso é um saco, porque eu acho que faço bem como um escritor / blogueiro, mas a minha energia está se concentrando acima de todas as pequenas coisas que são   necessárias para manter uma revista de business continuar , como e-mail de atendimento, encaminhamento de coisas para fazer, priorizando isso e aquilo. E algo assim, (já que eu designei outro escritor para fazer o review do fest para a revista) Consigo aplicar em segundo plano. Eu sugo, eu sei, mas hey...
a creative church sign
um sinal criativo de igreja.

A primeira coisa que notei foi a vista e o som de costume. Pessoas vestidas casualmente para o calor, diversos vestuários desportivos que mostra fidelidade a esta banda ou aquele movimento. Eu amo isso. Depois há o gerador de sons do palco e artistas tentando chamar a atenção. Diga o que quiser, mas essa mentalidade capitalista para as artes é uma coisa boa. É igualdade de condições para aqueles que se empenham, trabalha duro e simplesmente não é encontrado em outros festivais. 



Outra coisa que eu observei quando falava com as pessoas no começo que estavam pessimistas. "O que você achou deste ano? Eu ouvi que eles não iriam ter um fest no próximo ano. Wow, a audiência está baixa. Blá blá blá. "Como uma atitude ruim ou fofoca, essas vibrações se espalhou tão facilmente. Fiz questão que toda essa conversa parasse comigo. Não que eu podia controlar qualquer outra pessoa ou abrandar a maré de negatividade, mas não iam ser incentivado por mim. Não foi nem um front também. Eu genuinamente amo o festival deste ano e do passado e não tive de falsificar a minha atitude positiva. Todos os ingredientes estão aqui e as nossas atitudes individuais podem tanto os preparar como os derrubar.



DSC_0188_LCposter439


Este ano no Cornerstone era realmente como nenhum outro. Minha velha banda punk (Lust Control) se reuniu e fomos convidados para tocar no Underground Stage . Eu decidi tocar de modo inteligente e pegar leve neste ano.

Isto pode salvar a minha voz e energia para o nosso desempenho da noite de quinta-feira. Eu designei um estagiário para o review anual do festival, que passou a ficar relativamente perto do fest, de modo que tirou a pressão de ter que assistir a tantos possíveis shows da HM e apenas relaxar. 



Embora a minha banda tocava em um espetáculo oficialmente reservado em 1989 e um conjunto de improviso em uma das tendas palestrante em 1992, naqueles anos, eu estava pegando muitos shows tanto quanto possíveis, testando o gosto e interesses comuns entre os leitores da Heaven’s Metal Magazine e eu. 

Aquelas gigs foram divertidas e bastante memoráveis, mas tinha um tempinho desde que tocávamos, então eu queria fazer o possível para impedir da sucção. Como uma banda nós ensaiamos muito e tínhamos togado um show de aquecimento em Austin 08 de maio. 

Eu estava confiante de o que faria bem. O dia do show foi praticamente o meu foco principal, embora outras coisas foram acontecendo. Como um marido e pai, é claro, há relações de prioridade. 

Teve a preparação dos meus companheiros de banda para se certificar deque eles estavam todos seguros e prontos, lá estava o merch da revista HM na estande para atender (com a ajuda, felizmente) e teve também a Mesa Redonda para falar dessa gig que eu participei. 

Nosso show foi as 6:00, que foi dividido entre nós e um banda que nos inspirou de algum modo em partes - Sexually Frustrated) e este 30 minutos de show falante foi as 4:00. 

Enquanto eu preferia não para programar algo tão perto da nossa desempenho em tempo, isso realmente não foi uma grande negocio. 
Fiz um esforço para quebrar as normas e reunir em, com cadeiras sem microfone e sem pódio para o pódio mais formal - apenas para que eu pudesse beneficiar o microfone e amplificação e assim salvar a minha voz. 

Minha palestra foi um pouco planejada sem notas e compartilhar mensagens do coração. Eu simplesmente compartilhei sobre como a HM estava em um lugar muito frágil e vulnerável no tempo. Eu falei sobre não saber o que o futuro reservava. Eu coloquei para fora alguns dos detalhes do HM – Volunteer Army e os planos de visão geral e compartilhando abertamente minhas lutas e como eu estava apoiado em Deus - uma "frente através do nevoeiro" uma espécie de lema, uma espécie de (apesar de eu não usar o slogan de um dos headshops de Austin como uma referência direta).
Enquanto que, o futuro é incerto, felizmente, nosso Deus permanece confiável e estável. 

Uma observação sobre o Lust Control: Como eu estava em uma banda e também dirigia uma revista que cobria uma cena de música que diz que as bandas tocam em, eu fiz questão de sair a minha maneira de evitar "conflito de interesses" e deixar de promover a banda internamente. É por isso que eu nunca agendei a banda para tocar no HM Magazine Stage , por exemplo. É também por isso que eu não contei para o nosso estagiário cobrir nosso set. Secretamente, é claro, eu esperava que ele fosse pegar vento do set em seu próprio ‘ boca a boca’ ou o que quer mereça atenção e review. Não tive essa sorte, no entanto, ha-ha. Assim, uma vez que este é o meu blog, este vai ser o lugar que eu dar qualquer tinta para a banda (ao contrário de levantá-la no review do Cornerstone Fest na revista). Um engraçado lado da nota: Quando Lust Control começou em 1988, foi um ato anônimo (que é porque nós usamos nossos nomes do meio apenas, que usávamos máscaras de esqui e tudo). Ninguém sabia quem estava na banda. E eu resenhei a primeira demo (This Is A Condom Nation) na Heaven’s Metal e eu bati no vocalista, como eu pensava que eles eram horríveis e terríveis. Ninguém foi sábio, o que foi mais engraçado. 

O show do LC começou um pouco depois da seis horas. Foi-nos dito que faríamos uma divisão com set do Sexually Frustrated. A divisão do set que era de 30 minutos no total, que significava 15 minutos pra cada.
Quando eu sinalizei do fato o Kyle (Flatfoot 56 e muito competente frontman do Sexually Frustrated), ele disse que só iria dividir o tempo com Man Made Hell, que deviam ir às 5:10. 

No dia não foi iniciado no horário e a equipe de palco estavam todos se projetando sobre o corte sets curtos se necessário, para restabelecer de volta a programação (mais sobre isso no final **). 

Não me lembro exatamente quando foi, mas foi-nos dito para tocar a metade de mais de uma da músicaa por meio de nosso set de 30 minutos. Nós cortamos duas músicas e escolhemos o nosso mais pesado som ("Finger") e a que iria fechar com nossa última música - "Planned Parenthood". 

Foi muito divertido e um bom show. Uma coisa de improviso que aconteceu foi um ‘impulso do momento, decisão que tomei quando a nossa banda não era exatamente pronta para executar no começo de nossa música "The Big M." Kyle do Sexually Frustrated havia realizado o set inteiro no chão em frente do palco, então não havia um microfone ao vivo para ficar de frente à esquerda palco. 

Durante esta pausa com o preâmbulo da canção foi estrondoso eu fui e colocar esse mic ficar para trás no chão e disse à platéia para cantar junto. Aqueles na frente responderam com paixão, aglomeração em torno desse microfone e cantaram com entusiasmo. Foi apenas uma sutil decisão na mosca que realmente funcionou. Que trouxe um sorriso ao meu rosto. Oh yeah ... Nós também tivemos outro show (desta vez um full-length, set de 45 minutos) do dia seguinte, no Stage Texas. By the way, há lotes de imagens dos nossos sets no youtube.

The one and only Rob Shameless

O primeiro e único Rob Shameless

Eu fiz dele um objetivo para chegar ao palco principal pra ouvir um pouco de Resurrection Band na noite de quinta-feira. Foi ótimo, como sempre, ouvi-los flutuar na música “Shadows”. Uma música comovente, emocionante, excepcional. Wendy apresentou outra música, revelando que ela prometeu fazer pra Glenn a sobremesa favorita dele se eles incluíssem essa música no seu set. “Where Roses Grow” soou tão boa quanto o lanche com glacê de capuccino que ela se comprometeu a preparar. 

Foi maravilhoso ver o For Today soltar seu som explosivo no palco principal com aquele sistema de som pesado. Foi tão legal ver a imagem excepcional da banda por todos os telões em ambos os lados do palco. A banda detonou. Mattie transmitiu um claro chamado para esta geração para se levantar e tomar a sua chama e incendiar o mundo. Foi legal ver pessoas não familiarizadas com a banda conquistadas, como o MC J. Thompson, que delirou com o que ele tinha acabado de ver após o set. Brian “Head” Welch fez um show legal. Welch começou uma música de costas, gritando “Die, religion, die!”. Alguns dos Whosoevers dividiram-se entre Head e P.O.D. A banda que dominou o mundo durante alguns anos a partir do início do ano 2000 estava em boa forma. Não o melhor deles, mas não estavam fazendo um grande esforço ou fazendo tudo errado. Em outras palavras, eles soaram bem melhor do que no ano passado. Foi mais fácil “sentir isso” totalmente neste ano e foi tão legal que você não se achou relembrando as velhas estórias dos tempos antigos quando eles dominavam completamente. O jeito de Sonny usar o palco é divertido e cativante para assistir. A nova música que eles tocaram, “On Fire”, tem algumas partes boas para cantar junto. 

Campbell the Band foi uma surpresa boa a ser descoberta no palco Underground, que colocou o palco efetivo na extremidade norte da tenda (oposto aos anos anteriores). Eles tocaram um estilo etéreo e acusticamente superposto e descontraído, com ótimos vocais. Perto do fim da noite no palco Underground (antes de mudarem os equipamentos à meia-noite para o palco “HM Encore”), Gasoline Heart foi a última banda a suportar o impacto dos atrasos contínuos e recuperar o atraso que estava acontecendo. Quando lhes fora falado que era a sua última música, o vocalista respondeu ao vivo no microfone fazendo referências a serpentes, víboras e hipócritas e que ele tocaria o quanto ele (‘biiiiip’) quisesse. Nada como um pequeno drama para se distrair da quantidade massiva de apresentações na festa. White Collar Sideshow fizeram seu show louco e bárbaro, concluído com algumas poesias emocionantes do itinerante MC (e ex-interno da HM) Levi the Poet. Levi partilhou um poema que faz referência à sua andada de bicicleta com seu pai segurando o assento até o último momento e ele retomou isto para capturar a angústia de perder o seu pai numa morte auto-infligida e esquecer o seu casamento este ano, o futuro casamento da sua irmã. Estava cheio de emoção. O cara está usando a tragédia para acarretar em algo bom, e isso não tem preço. 


DSC_0228_graverobber439


"...and you give yourself away..."


“... e você se entrega...” 



Uma das coisas mais emocionantes sobre a Cornerstone é a atmosfera familiar e existe algo familiar nas recomendações “boca-a-boca” e nas “informações internas” compartilhadas entre amigos. Meu amigo da Grave Robber – o maluco que comanda o palco com uma pá na mão – me disse que o Eric Clayton do Saviour Machine iria acompanhá-los num cover da “Children Of The Grave”. Maravilhoso. Eu fiz uma nota mental pra lembrar disso e ver a coisa rolar. Antes do fim da noite cair no palco Sanctuary, o Otto da Leper veio e me disse que o Sr. Clayton estava acompanhando o Will (da Wedding Party, iDragon I) no The Asylum. Eu cheguei a tempo de vê-lo executando um cover de “With Or Without You”, o qual ele fez bem com este baixo timbre. Foi interessante que ele se agachou de um jeito discreto. Cada vez mais surpreendente o Eric Clayton. Mais tarde, Graver Robber estava separando seu equipamento, que sempre oferece diversão em massa e ótimas músicas. Ele mencionou com alegria como ele ficou acordado tarde da noite anterior com Clayton e como eles vieram a perceber que, não só a banda Black Sabbath foi pioneira no gênero do Heavy Metal, mas também no gênero gótico. A rendição de “Children Of The Grave” trouxe ótimos pontos pra este argumento. Clayton agachou-se durante boa parte da música, o que soou ótimo. Foi difícil não recordar de Rackets and Drapes, cuja canção “Ball & Chain” conjurou acusações de roubo de riffs da “Beautiful People” de Marilyn Manson. Foi legal ver o Kandy Kane explicar como sua banda e Manson ambos estavam copiando a “Children Of The Grave” em suas próprias e ímpares maneiras. Ele até tocou os dois riffs no palco, mostrando o quão diferente eles realmente eram.



DSC_0340_graverobber-ericclaytonChildrenOfTheGrave439



DSC_0345_graverobber-postChildrenOftheGrave439



O Seabird fez um grande show no palco principal, o que fora um tanto irônico, já que suas músicas e sons são tão orgânicos e feitos para clubes pequenos e aconchegantes. Mas as músicas soaram ótimas e a banda as apresentou como se estivessem completamente relaxados. O frontman (vamos chamá-lo de o homem-da-banqueta-do-piano em vez disso, ok?) Aaron Morgan disse o quão animados eles estavam pra tocar no Cornerstone, mesmo contando estórias sobre nadar no lago, etc. 

Foi ótimo ver Blindside de novo – e especialmente no palco principal. Eles arrasaram de um jeito como se eles tivessem dominado tudo! O frontman Christian Linkskog rondava o palco como um grande leão, por vezes envolvendo-se com o público graças à passarela e às barricadas. Foi maravilhoso ver isto de trás e assistir às grandes imagens de vídeo algumas vezes, à medida que a câmera seguia o carismático cantor. Em um dado momento lá tinha alguém na platéia (filmando, eu acho) com um iPad e a câmera espalhou essa imagem na telona. Ela teve o efeito de uma mostra de uma foto do Linkskog dentro do frame do iPad com a maior imagem real do homem ao fundo. Adoraria ter uma imagem daquilo. 

Anberlin subiu ao palco e, em vez de cantar uma ladainha inteira de músicas novas, eles tomaram todo o caminho de volta ao seu primeiro EP. Com uma faixa gigante (a qual eu acho que eles usaram no ano passado) que tinha escrito ANBRLIN. Eu acho que o nome era grande demais para se encaixar no grande tecido... 

Eu estava lá no palco “Sanctuary” mais tarde e vi Dark Valentine, que incluiu Sheri Luckey (da Wedding Party). O cantor/guitarrista Simon Björn usava uma cartola e erguia a cabeça de lado várias vezes, como se ele estivesse bastante curioso - como um personagem de um filme do Tim Burton. A colega da Wedding Party, colaboradora e irmã Libby Luckey tocou baixo e o baterista da Grave Robber formulou os ritmos pesados (sem o seu traje de esqueleto). A banda tem um estilo incomum e ótimos sons dark e doomy com muita adição de uns tipos de efeitos sonoros ambientes lançados junto com as músicas. Gostei do que vi e gostaria de vê-los tocar mais. 

O show acústico do Saviour Machine aconteceu apropriadamente no palco da Galeria mais tarde à noite. A organização do palco estava bonita, espalhada e a banda começou sem mim. Ha ha ha. Eu me atrasei para chegar ao show por algum motivo (provavelmente fiquei vidrado por um ou mais conjuntos, eu não lembro). Quando cheguei lá, eu sabia que era especial, mas a performance me dominou por completo. Não sei ao certo se ela me deixou aclimado com o “clima” musical ou não, mas eu a estava sentindo. Então, quando eles tocaram “Sword Of Islam” eles estavam se apresentando muito bem e tudo funcionou sem problemas. Daí em diante foi especial. De fato, foi maravilhoso. Eu estava tão feliz de estar certo naquele local. Eu tive aquela coisa – aquela alegria musical que eu tanto aprecio. Eu amo momentos como este. Os artistas pareciam dar o melhor de si e o ânimo, ambiente e os estratos de som destas músicas foram preenchendo a larga tenda. 

Quando a noite estava ficando boa, uma nota foi dada à banda ou talvez tenha sido uma resposta ao frontman Eric Clayton, perguntando “Como estamos indo no tempo?” Quando disseram “mais uma música”, ele parou, sorriu, deu uma risadinha e perguntou se eles poderiam ter mais 30 minutos. Eles tiveram algo como 9 músicas a mais pra tocar. Eles poderiam se comprometer e tocar apenas 30 minutos delas. Ele até disse “qual é, cara, as pessoas esperaram só 10 anos por isso”. Quando negado, ele graciosamente agradeceu à galera, disse ao público que ele entendeu que eles tinham um palco para conduzir. Foi uma atitude elegante do frontman. Ele podia ter se amuado e/ou tentado transformar a platéia em palco e equipe de som, mas ele não o fez. Eu fiquei impressionado. 

Cornerstone foi, mais uma vez, uma grande experiência com montes e montes de jóias escondidas e ótima música. E não esqueça da amizade e da passagem de tempo com pessoas tão maravilhosas e valiosas. Quando alguém te diz que é como o paraíso, significa que há tanto amor, aceitação e ótima arte ao redor que é difícil não apreciar. Meu único arrependimento? Não ver Destroy Nate Allen mais tarde naquela noite de quinta-feira. Ouvi dizer que a tenda foi embalada e eles içaram o Nate em seus braços e todos eles estavam cantando. Pelas descrições que ouvi, esse foi um momento mágico. 

That random hardcore dancer guy...
Aquele dançarino aleatório de hardcore
airborn
Movido pelo ar


                                                              É coisa de família


O X não é sempre uma marca de caneta no braço

Cante uma música pra mim, você é um cantor...

emphasize your point with a finger...
enfatize seu assunto com um dedo



...you've got to swing those hips now, ewwww...

... você tinha que balançar esses quadris agora, né...

...come on, come on and do the loco-motion with me...
... Vem cá, vem cá... e faz a loco-motion comigo...

Fonte : texto & pics

HM | The Hard Music Magazine




::: free-trad by Carol Mariana e Norman Lima

quarta-feira, novembro 02, 2011

Deuteronomium: Deathbed Poetry - Hope Against Hope


By Hans van Vuuren

Três anos depois de "From The Midst Of The Battle" e dois anos depois do impressionante EPRetaliatory", os rapazes da Finlândia estão de volta com um álbum completo "Deathbed Poetry - Hope Against Hope'.

Tematicamente, o álbum inteiro é baseado em um livro intitulado "Devotions Upon Emergent Occassins '. Este livro foi escrito pelo poeta e padre inglês John Donne (1572-1631), enquanto ele estava sofrendo de uma doença quase fatal. Os médicos lhe deram apenas um pouco, se alguma esperança de sobreviver. Durante sua convalescença, ele escreveu uma série de meditações e orações sobre a dor, saúde e doença, que foram posteriormente publicados em livro. Afinal, Donne sobreviveu e viveu mais alguns anos.

Não precisa explicar que quando Manu Lehtinen utilizou este livro em suas músicas, uma sólida combinação de letras apareceu. Com o homem de luto, dor e sofrimento como um assunto, eles ainda mostram alguma comparação com os conhecidos capítulos bíblicos de Jó e Eclesiastes ... ele menciona o lado escuro da vida, mas nunca fica sem esperança.

Eu não sei qual doença John Donne estava sofrendo, mas ele pode ser entendido que ouvir Deuteronomium lhe teria dado dores de cabeça graves. No entanto, este padre-poeta pode se orgulhar do que os caras fizeram com a sua herança. A banda cavou nos seus arquivos por um pacote de riffs thrash do início do anos 90 e encontraram alguns de hardcore-agression, que é misturado em um clássico thrashcore que, em geral faz-me lembrar Detritus, Betrayal, e (mais tarde) Sacrament.

Mas eu tenho que dar isso a eles ... Em todas as vezes em que eu acho que algo parece "velho", eles me surpreendem com algo novo. Os black-screams e címbalos estridentes adicionados em “Seven Days Critical”, por exemplo, adiciona esta atmosfera escandinava gelada, enquanto profundos grunhidos de death em “Soul Sickness" e guitarras de baixo peso em “Sun & Moon” parecem como um cobertor quente e um sorriso satisfeito.
"Divine councel” tem algumas agradáveis abordagens de twin-guitars, “Surqite, Mortui” tem alguns breaks ótimos e a abordagem da lentidão em Alive, Immortal faz você pensar: “o que aconteceu com essa música? "

Deuteronomium mais uma vez usou com sucesso diversas variações do extreme metal no seu som, mas esteja preparado: vai levar alguns dias para alcançar a mais profunda alegria de ouvir a sua mistura.

Rating: 8/10


Tracklist:
1 Solitude
2 Seven Critical Days
3 Being Human
4 Surgite, Mortui
5 How Deep Must We Dig?
6 Alive, Immortal
7 Soul Sickness
8 Arcanun Serpens
9 Sun & Moon
10 Gravebed
11 Divine Councel
12 The Bells Are Ringing


Bandmembers:
Miika Partala: Lead-vocals / Guitar
Manu Lehtinen: Bass / Vocals
Kalle Paju: Lead-Guitar
Janne-Jussi Kontoniemi: Drums


Label: Bullroser Records, 2011


Fonte: The Metal Resource

terça-feira, novembro 01, 2011

Hawthorn – Thorns and Blood



Um problema sempre presente no trabalho de bandas de metal cristão é a questão do profissionalismo. Em muitos casos (proposital ou acidentalmente) o cuidado com a qualidade do material acaba sendo deixado de lado em favor de se centrarem na mensagem a ser transmitida (o real sucesso ou fracasso nessa transmissão acaba sendo uma discussão à parte). Em meio a essa situação, é sempre uma surpresa bem-vinda entrar em contato com um material como este debut do Hawthorn, de Curitiba – PR, que apresenta neste “Thorns and Blood” um trabalho com produção cristalina e caprichada, detalhando de maneira inequívoca as características e qualidades do som da banda. E que características seriam essa? Trata-se de um metal extremo sinfônico com uma divisão bem democrática entre as guitarras e o teclado, lembrando um pouco o material mais recente do Antestor, porém com uma maior variação de estilos vocais e coros, bem como um andamento um tanto quanto mais sincopado (que me trouxe à memória um pouco do estilo do compositor clássico alemão Richard Wagner). Não é, de fato, um som que surpreenda ouvintes que já estevam acostumados a bandas como o já citado Antestor e seus congêneres. O que chama a atenção, isso sim, é o fato de tratar-se de uma banda genuinamente cristã que não perde o foco do fato que você deve fazer BEM aquilo o que você faz, o que quer que seja, ou perde o próprio sentido de fazê-lo. Trocando em miúdos: Se você tem uma banda cristã e não se esforça para que ela apresente um trabalho de qualidade e usa o fato de se concentrar na mensagem como justificativa, você está causando um enorme descrédito não só à sua própria banda, mas ao cristianismo como um todo. Assim, para encerrar, temos aqui neste “Thorns and Blood” uma ótima pedida, sem erro, para apreciadores de metal extremo com influências nórdicas e convicção em suas crenças.

By Heder Osny.

segunda-feira, outubro 17, 2011

show : Survive & Hawthorn | São Paulo

Crash Church : SP - 08/10/2011 [fotos Amanda Brotto]
Após sair de casa, tempestade à vista, chuva coming down... E eu queria ver o Survive pela a primeira vez ao vivo. Eu tinha prometido, mas não vou esconder, pensei em voltar para casa quando os sinais no céu estavam se fechando... Não é sempre que se  ver uma banda de tão longe, do Acre fazendo shows por aqui, em SP. Uma questão um tanto crucial, é que, o estado deles, faz fronteira com 2 países, Peru e Bolívia – Então quem está longe de quem? Eles estão passando uma temporada, vivendo em Curitiba/PR e isso facilita a logística das coisas...


Na metade do caminho não havia mais vestígios de chuva pesada e isso me ajudou a chegar bem cedo no local do show – Crash Church. Depois de esperar um considerável tempo e conversas com alguns amigos, a apresentação deu seu start com as clássicas cortinas se abrindo... A base para minha empolgação pelo o set do Survive, vem dos ótimos reviews que o debut Destroy and Revolutionize, 8ª banda revelação de 2010 pela a revista Roadie Crew, sua grande participação na Wacken Metal Battle Brasil e sendo ‘paquerada’ por uma major, Nuclear Blast. 

Abriram com “Destroy and Revolutionize’ e logo notei que tudo a respeito da banda que eu li se confirma a partir dessa. Cheguei a pensar que sua performance poderia ser prejudicada pelo o espaço do palco, eu já vi tantas banda com menos integrantes sofrer com isso. O Survive superou isso (line up com 5 caras) e um metalcore recheado de breakdowns, eu tinha ou não razão de esperar um set limitado? O Survive é o tipo de banda que poderia estar em qualquer selo como os bigs, Facedown, Tooth & Nail, Solid State. O Set list continuou sem tempo para respirar e o posto de melhor banda brasileira na categoria referida é deles, doa a quem doer. Méritos a parte, o melhor show da Crash que eu presenciei. Algumas decepções com algumas organizações de shows me levaram a ficar mais em casa, a visão upfront [de fazer de qualquer jeito] nunca me agradou e ainda continuo com esse pensamento, porém essa dia, o underground brilhou bem pra mim. Verdadeiros fãs dos artistas dos selos logo acima podem abraçar essa banda sem medo. Eu não quero ser redundante aqui, e dizer simplesmente que fãs do As I Lay Dying e cia vão amar o Survive. Se alguém quer saber como se ‘destroi’ ao vivo, aqui está um exemplo. Kicking for the revolution! The [lost] boys of Acre, brasilian state rocks! O Acre existe!Set list 
Destroy and Revolutionize
Alive Sacrifice
He Died
Degraded Ecosystem Son Of God
Death Squad
Dark Paths







O próximo up, também de um nome que está ganhando atenção do público extremo aos poucos. Assinatura com o selo americano Intense Millennium, e sua abertura para o folk-metal  Eluveitie em São Paulo são alguns dos ‘highlights’ do unblack Hawthorn. Eles foram extremamente prejudicados com o som nessa noite. Impossível passar uma impressão detalhada sobre eles, uma vez que nenhuma música do se teve um momento decente. Eles tiveram problemas com o palco mesmo sendo muito parados... Claro que a obrigação de uma banda é tocar bem [seja qual for o estilo] e sua presença em cima do palco é um ‘extra’. E exatamente nessa parte eu achei a banda muito fraca. Eu lamento não poder ter visto eles detonarem como eu pensava mas espero que na próxima, os contra-tempos sejam destruídos com uma performance e o som maravilhoso deles. 



Um dos pontos positivo do Hawthorn , sem dúvida, foi a  manter  sua apresentação até o fim, sem interrupções, – Eu já vim muitos cortarem ou até mesmo não tocar mais. Um soundcheck é uma regra sem exceção. 





I’m sorry guys. 


Eu curti os backdrops de ambas as bandas com seus logos. Lindos!

Mas o que conta no final é que – In Christ we rock!!! 

set list...

Intro : Dark Night
Porto f the Souls
Hawthorn Old II
The Last March
Battle Mind
Punishment to Innocence
Eternal Lord
Master Of Lies
Sword
Hawthorn Old IV.

domingo, outubro 16, 2011

THE REX CARROLL BAND – That Was Then, This Is Now



[
10] Rex Carroll, o exímio guitarrista do renomado grupo de hard rock cristão Whitecross vem se lançando em carreira solo paulatinamente. Desde 2004 vem se apresentando ao vivo (mas antes disso já era um músico reconhecido com o Whitecross, Rex já havia faturado 2 Dove Awards e por cinco vezes consecutivas o HM Guitar Hero Awards). No caso agora, Rex Carroll, que fora profundamente influenciado por artistas do blues e do southern rock como The Allman Brothers Band, ZZ Top, Stevie Ray Voughan e Jimi Hendrix, entre outros, forma então o seu trio e a Retroactive Records não perdeu tempo já lançando.

O power trio do criativo e técnico Rex executa um hard blues onde a inconfundível e incendiaria guitarra se faz presente em cada detalhe. Riffs criativos, pegajosos e cheios de feeling se fundem com uma técnica apurada como por exemplo na faixa "Foolsgold", uma instrumental poderosa ao melhor estilo "Eruption" de Edward Van Halen. Essa mesma faixa serve de deixa para a introdução da "Working Man Blues", um riff cheio de energia inundado de links melódicos vindos do funda da alma. Rex, como não podia deixar de ser, mostra seu virtuosismo sem perder a pegada, feeling elevado a enésima potencia.

"Find A Way" é um hard-blues de andamento médio com guitarras a la ZZ Top e com arranjos psicodélicos e pseudo-desleixados a la Jimi Hendrix. "Circle Of Love" é daquelas faixas estradeiras, para tirar da garagem a Harley-Davidson e tome mais toneladas de riffs de Rex, solos velozes e energia musical a toda prova. "Walk A Mile" segue a linha mais "Walk This Way" do Aerosmith só que mais blues e menos rock que a do famoso grupo americano. Um clima mais nostálgico aparece em "Rock My World", outra faixa um pouco mais cadenciada apesar dos interludes mais elétricos, aqui algo com cara de despedida do moto-show ao entardecer de um domingo qualquer.

"Witch Dr. Bones" já entra com solos avassaladores, levada cheia de groovies, acentuações e refrões pegajosos. Uma faixa com muita adrenalina. "Delta Memories" volta ao hard-boogie, uma faixa mais acelerada onde Rex, com muita propriedade, segura a onda com muito estilo e perfeito domínio de criação e execução da composição. "My Train" é uma balada melancólica que em seu meio parte para um blues arrastado, nostálgico, com direito às guitarras choradas.

Solos magníficos. Perfeito. "Throw Them Bonz" adicionada quilos e mais quilos de links melódicos, guitarras slide, groovy e bases pesadas em alguns arranjos e passagens e como se não bastasse, em seu meio, a parte do solo aidna é uma viagem. Outra faixa interessantíssima. Alias, vale ressaltar, um disco primoroso, grandioso em todos os seus aspectos.

O som de Rex, que é uma mistura condensada e inspiradíssima de hard rock e blues e cheia de riffs melódicos e cozinha grooviada ao melhor estilo Glenn Hughes, Richie Kotzen e The Jeff Healey Band. Há perceptíveis e abrangentes influencias na guitarra de Rex que vão desde o heavy neo-clássico até o blues mais raiz e o interessante disso tudo é que tudo se funde com incrível bom gosto e uma escolha apuradíssima em relação que vão desde à criação, passando pelos arranjos, interpretação, execução, produção, etc. tudo é perfeitamente fantástico.

O melhor lançamento do ano até agora e vai ser difícil de ser superado.

By Fred Mika

http://www.strikemet.com

Pesquisar este blog